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O inseto que se torna instantaneamente resistente a um inseticida, engolindo uma bactéria!

Muitos insetos eventualmente evoluem para resistir a inseticidas. Este processo geralmente leva muitas gerações e envolve ajustes nos genes do inseto. Mas há uma rota mais rápida. Cientistas japoneses descobriram que um bug de feijão pode se tornar instantaneamente resistente a um inseticida comum engolindo a bactéria certa.

O bug forma uma aliança com a bactéria Burkholderia e pode abrigar até 100 milhões desses micróbios em um órgão especial no intestino (veja a seta acima). Algumas tensões de Burkholderia podem quebrar o fenitrothion insecticida, desintoxicando-o em formas inofensivas para insetos. Nos campos onde o produto químico é pulverizado, essas bactérias que quebram pesticidas aumentam em número. E se os erros os engolir, eles se tornam imunes ao químico de outra forma mortal.

Eu escrevi sobre esta história para The Scientist, então dirijo lá para ler os detalhes do estudo .

Para mim, a aliança é fascinante porque o erro é lidar com um novo desafio ambiental, reforçando seu próprio genoma com o de um micróbio.

Muitas criaturas dependem de parceiros microscópicos para proteger sua saúde. Os insetos herdam bactérias benéficas de suas mães, o que os ajuda a resistir a outras bactérias que causariam doenças ou a combater as vespas parasitárias que usurpariam seus corpos. Nossas próprias bactérias intestinais podem ser importantes para prevenir infecções desagradáveis. E mesmo as bactérias podem resistir a antibióticos incorporando genes de vírus infecciosos em seu próprio DNA . A natureza é cheia de coisas maiores usando coisas menores como medicina preventiva viva.

Se o exemplo do bug de feijão se destacar, é porque muitos dos outros casos envolvem micróbios que são passados ​​do pai para a prole. O bug, no entanto, tem que obter suas bactérias do solo circundante com cada nova geração.

Dois dos cientistas com quem falei disseram que isso faz todo o sentido. Nancy Moran apontou que as bactérias possuem uma gama muito maior de habilidades metabólicas do que os animais. Se você está enfrentando um veneno artificial, é provável que haja um micróbio que possa derrubar. E Molly Hunter apontou que essa diversidade metabólica tende a cair em bactérias que se tornam dependentes de seus hospedeiros. Estes simbiontes internos tendem a perder genes importantes, de modo que os micróbios de vida livre podem ser uma fonte melhor de genes de desintoxicação. Hunter descreveu deliciosamente como uma “simbiose de fonte aberta”.

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Manutenção

Manutenção de pontes, viadutos e passarelas de concreto

Norma revisada tornou mais objetiva a avaliação de obras de arte de concreto, definindo inspeções rotineiras anuais e uma inspeção especial mais apurada a cada cinco anos

A revisão da ABNT NBR 9452 em 2016 trouxe novidades para a gestão da manutenção de pontes, viadutos e passarelas de concreto. A alteração do texto procurou tornar a inspeção dessas estruturas mais objetiva. “Trata-se de uma importante ferramenta para prevenir problemas capazes de acarretar grandes transtornos para a população”, comenta o engenheiro Julio Timerman, conselheiro da Abece (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural) e coordenador da comissão à frente da atualização da norma.

A periodicidade indicada para a realização de inspeções permanece a mesma. As mudanças concentraram-se na forma de realizar os procedimentos técnicos para diagnóstico das condições da estrutura. O texto define inspeções rotineiras (visuais) anuais. Também determina uma inspeção especial mais apurada a cada cinco anos, podendo ser estendida para oito anos, dependendo da classificação da obra de arte.

Plataforma elevatória dá acesso para inspeção em ponte de concreto (Richard Thornton/ Shutterstock.com)

NBR 9452

Entre as mudanças introduzidas pela nova norma está a classificação dos elementos pertencentes às pontes e viadutos em função de sua relevância para a segurança estrutural. “Isso permite ao gestor priorizar ações de manutenção quanto à gravidade dos problemas observados”, comenta o engenheiro Ciro José Ribeiro Villela Araujo, chefe da Seção de Engenharia de Estruturas do Centro de Tecnologia de Obras de Infraestrutura do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).

No texto, são designados os elementos principais (aqueles que, diante de um dano, podem ocasionar o colapso parcial ou total da obra), os secundários (capazes de ocasionar a ruptura em apenas uma parte de um vão) e os complementares (cujos danos não ocasionarão comprometimento estrutural).

NOTAS PARA O ESTADO DE CONSERVAÇÃO

Para a avaliação do estado de conservação da ponte ou viaduto, a cada parâmetro analisado são atribuídas notas de classificação de 1 (crítica) a 5 (excelente). “Esse mecanismo permite uma visão qualitativa e quantitativa do estado de conservação, refletindo maior ou menor gravidade dos problemas detectados”, diz Araujo. Segundo ele, a versão anterior da norma, de 2012, não apresentava tão detalhadamente essa classificação.
Trata-se de uma importante ferramenta para prevenir problemas capazes de acarretar grandes transtornos para a população
Julio Timerman
De acordo com o pesquisador do IPT, outros avanços trazidos pela norma de inspeção foram os roteiros e modelos de fichas de inspeções mais detalhados e o fluxograma de gerenciamento de obras de arte especiais, que mostra a sequência das inspeções cadastrais, rotineiras, especiais e extraordinárias, com as respectivas ações de intervenção quando necessárias.

INSPEÇÕES COMPLICADAS

Embora a NBR 9452 estimule a cultura de inspeção em pontes e viadutos, ainda há o que avançar em relação a um programa de gestão dessas obras de arte no Brasil. Para o engenheiro Ciro Araujo, faltam procedimentos sistemáticos de inspeções ao longo de toda a vida útil da estrutura, de modo que as atividades de manutenção sejam eficazes e viáveis sob os aspectos financeiros, estruturais, funcionais e de durabilidade.

A vistoria de pontes e viadutos é um trabalho especialmente desafiador por uma série de motivos. A dificuldade de acesso aos locais a serem analisados e a dependência que se tem dessas obras são alguns complicadores. “Também há uma carência de projetos estruturais que contemplem dispositivos auxiliares nas estruturas, como plataformas para inspeção e manutenção nas regiões de juntas de dilatação e nos apoios das superestruturas”, lamenta Araujo.

Há uma carência de projetos estruturais que contemplem dispositivos auxiliares nas estruturas, como plataformas para inspeção e manutenção nas regiões de juntas de dilatação e nos apoios das superestruturas

TECNOLOGIA EM EVOLUÇÃO

A solução habitual para inspeções em pontes e viadutos prevê o uso de caminhões patolados sobre as obras de arte, que conduzem os profissionais até os locais de vistoria por meio de braços mecânicos articulados e equipados com cestos. Tal trabalho exige a interdição de faixas de rolamento e a elaboração de um plano minucioso para execução das atividades. “Outros equipamentos podem ser utilizados, como passarelas provisórias, escadas telescópicas e treliças móveis, complementados por dispositivos de segurança do trabalho instalados sob os tabuleiros, como as redes tensionadas de proteção”, diz Araujo.

No Brasil e em outros países já são utilizados veículos aéreos não tripulados (drones) para auxiliar os trabalhos de monitoramento das estruturas de obras de arte especiais. Esse tipo de equipamento foi empregado, por exemplo, no levantamento de patologias de três pontes da BR 101, no Espírito Santo. O serviço foi necessário, nesse caso, para subsidiar o projeto de duplicação da rodovia que previa a recuperação, o alargamento e o reforço das pontes sobre os Rios Jucu, Jaboti e Benevente.

“Mesmo com o uso da tecnologia, a experiência do engenheiro vistoriador nunca poderá ser substituída”, acredita Timerman. Ele conta que a confiabilidade dos serviços está intimamente ligada à qualificação da equipe que irá realizar as inspeções. Nesse ponto, a norma que serve de referência é a ABNT NBR 16.230:2013 – Inspeção de estruturas de concreto – Qualificação e certificação de pessoal – Requisitos, que define a competência mínima dos profissionais para este tipo de atividade.