| Raio-X:
Condomínio Edifício Viadutos |
População:
Em torno de 1.000 pessoas
Número de unidades: 368 unidades- 27 Andares
Síndico: Sr. João Bonfim
Administração: Oliva Imóveis
Localização: Viaduto Maria Paula-
Em frente à Câmara Municipal
Construção: Construtora Monções-
1955
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Construído
em 1955 pela Construtora Monções, o Edifício
Viadutos, é um exemplar remanescente da arquitetura
de João Artacho Jurado, arquiteto autodidata que
reflete a visão de uma época atravessada pelos
filmes hollywoodianos. Uma visão de mundo que possibilitou
uma arquitetura cenográfica, uma arquitetura cênica,
polêmica e inovadora para uma São Paulo tradicionalista
da época.
João Artacho começou a trabalhar na década
de 30. Seu trabalho se estende por mais de três décadas,
até os anos 60, e define um período arquitetônico
histórico da cidade de São Paulo. Em seus
edifícios há claramente uma mistura de estilos:
o moderno, o nouveau, o déco, o clássico,
além dos elementos étnicos. A mistura de formas
e linguagens mescla passado e presente e mostra o trabalho
de um arquiteto que foi duramente criticado por seus contemporâneos,
mas que estabeleceu-se como aquele que melhor traduziu os
sonhos hollywoodianos do pós-guerra.
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A
deslumbrante vista do 27º andar do Ed. Viadutos.
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Sr.
João, síndico do Viadutos.
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A arquitetura
da década de 50 promulgava a construção
de edifícios funcionais e formais, Brasília
é a prova disso. Uns levantavam a bandeira do pós-modernismo,
e consideravam Artacho Jurado como um precursor desta nova
visão, outros viam-no como a síntese perfeita
dos sonhos dos anos 50. Seus sonhos são caracterizados
pela pluralidade de formas, estilos e linguagens.
A utilização de elementos não funcionais,
meramente decorativos entra em cena. Formas duras e concretistas
misturam-se a orgânicas e arredondadas. Se no concretismo
pós-modernista a cor não era utilizada, em
Artacho foi fundamental. Talvez, o que tenha gerado a desaprovação
dos arquitetos da época, em relação
às obras de Artacho, seja a liberdade que este tinha
em dar simultaneidade a elementos incompatíveis,
seja pela estética, pela época ou pelo estilo.
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Nos
dias atuais porém, o Viadutos não é
só sonho. Sr. João Bonfim, síndico
atual que o diga...
Atravessando períodos de administrações
não idôneas, o condomínio adquiriu dívidas
com o INSS acima de 1 milhão de reais, atravessou
processo de tombamento histórico pelo Conpresp e
como não havia um planejamento de manutenção
adquiriu muitas necessidades de uma vez só, fora
uma alta inadimplência acumulada .
“ Para o condomínio, o tombamento ainda não
trouxe vantagens, muito pelo contrário” afirma
Bonfim, que devido ao fato teve que retirar uma publicidade
luminosa do topo do edifício, que fez com que o condomínio
perdesse cerca de R$ 5.000,00 na arrecadação
mensal.
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Salão
de festas no topo do prédio.
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Salão
de festas no topo do prédio.
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Quanto a questão das
dívidas com a previdência, estas foram amenizadas:
“Optamos pelo refiz em 2002, que possibilitou ao edifício
um fôlego para realizar obras necessárias, com
esta dívida sendo liquidada em longo prazo.”,
completa Sr. João.
Hoje, pode-se dizer, que o pior já passou, e com toda
certeza, a experiência acumulada como assessor parlamentar,
possibilita o relacionamento com o público e apoio
da maioria na resolução dos problemas do edifício;
está em curso hoje licitação para a modernização
de 02 de seus 12 elevadores porém restam a fachada,
a elétrica, e os constantes reparos hidráulicos,
nada incomum num condomínio que completa meio século
no próximo ano.
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Mas, a recompensa
de todo esse trabalho vem, ao subirmos no 27.º andar,
no jardim de inverno ou um andar acima, no salão
de festas ainda intacto, onde se pode ver todos os quatro
cantos da nossa querida cidade e respirar o glamour ainda
presente nas suas cores, nos seus detalhes e na sua inovação,
que fazem do Viadutos parte grandiosa da nossa história.
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