Raio-X: Condomínio Conjunto Nacional
População: Em torno de 130 pessoas na área residencial, nas alas comerciais diariamente circulam mais de 20.000 pessoas, 100.000 m2, 2 blocos comercias, 800 vagas de estacionamento;

Número de unidades:
450 unidades- 3 torres de 25 andares;

Síndico:
Dra. Vilma Peramezza;

Administração:
Auto-Gestão;

Localização:
Av. Paulista, 2.073 Quadrilátero da Avenida Paulista x Rua Augusta x Alameda Santos x Joaquim Eugênio de Lima;

Construção:
1958


História

O Conjunto Nacional começou a surgir em 1952, quando o empresário José Tjurs, proprietário da Horsa, na época a maior rede de hotéis da cidade, resolveu construir um grande edifício na Avenida Paulista. Seu objetivo era reunir, no mesmo prédio, um hotel e um centro comercial. Era um projeto audacioso para a época, pois mesmo abrigando as ricas mansões da elite paulistana, a Paulista ficava distante do centro da cidade, onde se localizavam os principais bancos, os escritórios das grandes empresas e a maioria dos estabelecimentos comerciais.

O primeiro passo foi a compra do terreno, uma área de 14 mil e 600 metros quadrados, representando uma quadra inteira formada pela Avenida Paulista, Alameda Santos e pelas ruas Augusta e Padre João Manoel. Em seguida, contratou o arquiteto David Libeskind para elaborar o projeto. Com 120 mil metros quadrados de área construída, o Conjunto Nacional foi projetado em duas lâminas, uma horizontal e outra vertical. Ao iniciar as obras, em 1954, Tjurs dava a largada para a futura ocupação comercial da avenida. Na época, ele previu que a Paulista iria se transformar na Quinta Avenida de São Paulo.

A lâmina horizontal foi inaugurada em dezembro de 1958, com a presença do presidente Juscelino Kubitschek. Formando uma praça por onde se cruzavam quatro ruas com largura de onze metros, o piso térreo foi destinado à área comercial. No centro da praça, uma rampa em caracol levava ao mezanino, onde seriam realizadas feiras empresariais e eventos culturais, e a um grande terraço, ornado com jardins e uma cúpula geodésica que servia de cobertura, onde foram construídos um centro de convenções e um salão de festas.

Por estar totalmente integrado à Rua Augusta, que no final dos anos 50 começava a concentrar o comércio sofisticado, o novo centro de compras logo passou a fazer parte da vida social e econômica da cidade. Na mesma época, o Conjunto Nacional foi o local escolhido para ser a nova sede da Confeitaria Fasano, que deixava o centro da cidade para brilhar numa Avenida Paulista ainda arborizada com ipês. Com suas mesas na calçada, a confeitaria logo se tornaria o novo ponto de encontro da elite paulistana.

Como a prefeitura não permitiu a construção de um hotel na Paulista, foram realizadas algumas modificações no projeto inicial. No centro de convenções passou a funcionar o Restaurante Fasano, e a lâmina vertical foi transformada em três conjuntos de 25 andares, sendo um residencial e dois comerciais, que ficaram prontos em 1962. No alto do edifício foi instalado o relógio luminoso da Willys, que podia ser avistado de vários pontos da cidade. No final dos anos 60 o relógio seria substituído pelo da Ford, e a partir de 1975 pelo do Banco Itaú.


Os anos 60 foram gloriosos para o Conjunto Nacional, quando tornou-se sinônimo de elegância e modernidade. O luxuoso Restaurante Fasano, localizado no terraço, foi palco de apresentações de nomes famosos da música internacional, entre eles Nat King Cole e Marlene Dietrich, além de receber os atores David Niven e Ginger Rogers, e personalidades como o Príncipe de Gales, o presidente norte-americano Dwight Eisenhover e o revolucionário cubano Fidel Castro. Em seguida, o Fasano também inaugurou um requintado salão de festas, onde eram realizados os famosos e concorridos bailes de formatura.

Na mesma época, vários moradores ocuparam os amplos e modernos apartamentos do edifício residencial. Numa São Paulo ainda pouco verticalizada, o panorama que os andares mais altos ofereciam era simplesmente deslumbrante. Ao mesmo tempo, grandes empresas começaram a se instalar nos prédios comerciais, dando início à valorização do metro quadrado da avenida.
Extremamente arrojado para a época de sua construção, o projeto do Conjunto Nacional assistiu a transformação do uso dos imóveis da Av. Paulista para um corredor de prestação de serviços e centro financeiro da cidade, o que porém ocorreu de uma forma mais lenta do que o previsto.

Nos anos 70, o Conjunto Nacional enfrentou um período de grande decadência, fruto da não percepção das administrações ao processo que toda região estava passando, abandono que culminou com um incêndio, em 1978.

Mas sua ousada concepção foi maior. Resistindo a tudo e todos, permitiu que uma nova administração fizesse o caminho de volta.
A recuperação se daria a partir de 1984, quando a administração do edifício passou para a imobiliária Savoy. iniciou-se um processo de revalorização, continuando num crescendo até os dias atuais.

Em 1998, ao completar 40 anos de sua inauguração, o Conjunto nacional foi devolvido à cidade totalmente restaurado e modernizado, recuperando assim sua condição de edifício símbolo da Avenida Paulista. Para a ocasião, foi lançado o livro comemorativo Conjunto Nacional: A Conquista da Paulista, de autoria do jornalista Angelo Iacocca.

Na era dos Edifícios Inteligentes e Responsabilidade Social

A partir de projetos especiais de valorização dos funcionários e sua condição de qualidade de vida, passando por iniciativas modernas de cidadania como a criação do Programa Permanente de Coleta Seletiva, pioneiro na cidade de São Paulo, e da consolidação de um multi-espaço cultural, instalou-se no Conjunto Nacional um modelo de gestão de condomínio com olhos para o futuro.
De um total aproximado de 450 condôminos e proprietários, a utilização diária do Conjunto, atinge a circulação aproximada de 20.000 pessoas por dia.

São locatários e seus clientes, visitantes, público que vai aos cinemas, restaurantes e centro comercial, centenas de automóveis no estacionamento, de todos os cantos do Brasil e do mundo, que lotam os hotéis das imediações.

Atualmente, o Conjunto Nacional vive o auge de sua modernidade, em plena sintonia com o dinamismo da Avenida. De olho no futuro, a administração do Conjunto Nacional está sempre voltada para uma nova realidade, com a implementação de diversas obras para modernizar o edifício.


Os elevadores do Conjunto Nacional, que sempre foram uma grande preocupação devido ao desgaste dos equipamentos em função do tempo de uso, foram todos recuperados e modernizados, com a substituição do teto e botoeiras das cabinas, a instalação de totem com tela gráfica dupla, que exibe data, hora, localização e direção do elevador e possibilita a transmissão de mensagens e informações do edifício via Sistema de Monitoração e Controle de Tráfego em cada andar, foram instaladas botoeiras com tecla sensitiva e indicadores com display multiponto, e na casa das máquinas os antigos armários de comando, despacho e gerador cedem lugar ao comando Excel DCSCR e despacho avançado. Essas medidas, garantem o máximo de qualidade, conforto e segurança.
Outro passo importante foi a modernização do sistema de telefonia, possível graças ao avanço das telecomunicações, que permitiu a implantação da telefonia digital e acesso à infovia de fibra óptica, possibilitando a integração à Internet com velocidade e segurança na transmissão de voz e dados para os nossos condôminos.

Tudo isso mantém e aumenta a valorização do investimento no patrimônio.

Dessa maneira, o Conjunto Nacional está totalmente identificado com a moderna tecnologia e tornou-se um exemplo do que costuma-se chamar de "edifício inteligente".

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